Acordar foi uma vitória. Vigorosa, vitória em dobro. Para pedalar mais longe, vitória foi pouco.
Naquele túnel um universo de casa mal assombrada - de energia nervosa - que há tempos incomodava.
Encostada por um ser que queria ter, de voz tão fantasmagórica como o local onde fui encurralada, como se uma alma não mais habitasse aquele corpo, desconexo.
Fui assaltada e não senti raiva. O que levaram de mim foi nada. Mas poderia ser tudo.
Ainda não sei bem o que senti... Uma grande derrota talvez.
E a certeza de que ter é para os seres que já não têm vida.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Ser ou ter, não há dúvida
Postado por
Cristiana Rodrigues
às
18:54
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