terça-feira, 1 de abril de 2008

Brincadeira de criança

Conte se você deixava o seu pé, braço ou cabeça aparecendo e lhe direi quem és... Seria você o curioso (ou ansioso) que ficava de rabo de olho saindo e voltando para o 'esconderijo', a ver se vinha alguém? Seria aquele que melhor e mais perfeitamente se escondia? Eu brincava de duas maneiras: logo sendo a primeira ou sendo a última, aguardando bem escondida, para o 'Salve todos'. Adorava o desafio de vencer o jogo, mais ainda o de poder salvar os mais ingênuos (será?) que eram (sempre) achados.

Teria influência sobre nossa formação a nossa maneira de brincar? Ou talvez o contrário: nossa maneira de brincar poderia formar o que nos tornamos? Um ou outro, faz sentido.

Conheço uma pessoa que era brincadeira do irmão mais velho, enrolada em um cobertor era puxada pela casa: escuridão do cobertor na infância, medo do escuro hoje velha. Outra que inventou um jogo chamado 'chefia', prenúncio da carreira de sucesso no futuro, hierarquia e delegação incluídas. Não inventei jogos, mas gostava de brincar em grupo, detestava os 'donos da bola' (que, em atos egoístas, estragavam a diversão de todos quando bem entendiam) e os que 'inventavam regras' para ganhar (sem conseguir ver que para ganhar de verdade as regras precisavam ser seguidas).

Se a vontade de vencer do esconde-esconde diz que sou competitiva, faz sentido. Mais sentido ainda a minha paciência para ser a última a (não) ser achada se, no final, todos (exceto o predador, claro) ficarão mais felizes.

0 participações:

 
BlogBlogs.Com.Br