quinta-feira, 10 de abril de 2008

Tartaruguinha

"Embora tenham pulmão, podem permanecer algumas horas embaixo d'água, prendendo a respiração. Para isso, o organismo funciona lentamente, o coração bate devagar, num fenômeno chamado bradicardia, em que o fornecimento de oxigênio é auxiliado por um tipo de respiração acessória, feita pela faringe e cloaca, que retira oxigênio da água."

Dizem que as tartarugas têm vida longa, muito longa. Houve quem comparasse o Roberto Marinho a uma tartaruga, o que deve dizer algo sobre capacidade de sobrevivência e muito sobre longevidade. Alguns atribuem a longevidade ao ritmo de sua respiração, na crença de que já nascemos com a quantidade de inspiros e expiros contados. Ou seja, estressado que respira muito vê seus dias passando mais rápido. Nervosos que suspiram então, vida mais veloz que 'avião em chamas' (contribuição de uma amiga).

No pranayama de ontem me visualizei tartaruga, tão real quanto possível. Percebi o casco - embora leve - como uma proteção em harmonia com minha pele, parte de mim. Senti meu ritmo mais lento, a respiração extremamente controlada, grandes períodos sem inspirações, coração balançando na rede, mente em perfeita clareza.

Entendi a paz da calma. Enxerguei a serenidade. Mesmo engatinhando no processo, sou aquela - de mil que nascem - que vai vingar. Como as tartaruguinhas marinhas já me oriento pela luz do horizonte.

2 participações:

Monitor LCD disse...
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Júlia Braga disse...

A tartaruga marinha é um símbolo que aprendi a admirar e aprender cada dia mais. Ela tem aquele casco duro que para se proteger, mas é sensivel, sagaz e calma lá dentro.
Depois te conto quem tem uma desenhada nas costas! =)

JB

 
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