Para cada viagem que fazemos - geralmente - são três as câmeras que levamos. Filme ou digital o volume de fotos é intenso. E na sequência, há a produção (longa) de álbuns manuais, verdadeiros diários de bordo nas palavras do meu marido. Sinto prazer em fazê-los, pelo tempo que for, para depois revê-los muitas vezes com a mesma felicidade. Sei que em algum momento, com quem tem interesse, vou dividi-los. Talvez por isso o tempo para finalizá-los seja tão irrelevante. Não os faço para os outros, apenas para alguns.
Não é um segredo até que você conte para alguém. Ouvi certa vez e não mais me esqueci. Desde então presto atenção naquilo que conto, compartilho, divulgo...
Talvez seja o ascendente capricorniano entrando em ação, deixando um pouco da efusiva leonina para escanteio! Talvez a minha constante preocupação com as energias que nos cercam. Talvez a convivência com alguém que me ensinou que nem sempre ser um livro aberto é o melhor caminho.
Tal como as fotos, por maior felicidade que uma experiência me traga, maior deleite que me cause, não tenho pressa em contar. Aos poucos, para as boas energias, faz sentido abrir a boca. Para a maioria, no entanto, melhor fazer como me ensinou meu libriano: usar mais os dois ouvidos. E deixar que os álbuns sejam vistos quando estiverem prontos.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Dois ouvidos, uma boca
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1 participações:
a librina aqui concorda e muito com o seu libriano! a gente aprende, e nem sempre da melhor maneira possível, que vale a pena dividir nossa vida com quem vibra por nós, e esses são poucos.
JB
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