quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pequeno Iogue

Realizar uma asana com qualidade requer tanta técnica quanto prazer, uma vez que a máxima é manter-se firme E confortável.

Enquanto estava na posição da vela, alguém comentou que meu coração seria amassado pelo meu bebê, agora com 18 semanas. Ao que o professor respondeu: 'Que nada! Já tem uma alma de iogue a espreita para reencarnar...!'. Comecei a rir e mencionei que se dependesse dos anos de prática do meu marido a fala do professor fazia ainda mais sentido. Ele riu mais ainda e completou: 'As almas de iogue ficam esperando uma família assim: onde já poderão crescer na prática!'.

Dali em diante não mais consegui não pensar no meu bebê fazendo as asanas que eu fazia. Na vela pensei no meu bebê com as perninhas para o alto, na vaca pensei na elegância e alongamento do herdeiro do pai... no camelo ele (e eu) reclamamos de tanto estiramento.

Senti ainda mais prazer e conforto, imaginando que o Pedro já está no caminho de samadi.

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