sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Inevitabilidade do tempo

Desde que me entendo por gente escuto do meu pai que só precisamos nascer para envelhecer. Acredito que pouca gente pensa nisto, principalmente os que se acham jovens. Para muitos o pensamento chega a ser mórbido. Para mim, filha de geriatra, nunca foi. Sempre trouxe uma sensação de urgência e importância para tudo que eu fazia, como se o cronômetro tivesse sido disparado na maternidade. Se pensarmos bem, ele sempre é...

No filme "Elegy" ("Fatal" em português) o tempo é avassalador. Não pede desculpas por ser inevitável. E não deveria. Tolos somos nós que não entendemos e/ou enxergamos sua constância, que ainda nos ocupamos com pequenas mediocridades que nos levam preciosos momentos. O professor Kepesh, tão seguro de seu 'eterno' vigor sexual, ignora a importância de qualquer envolvimento emocional, o considerando uma perda de tempo.

O que fica claro para o professor, a medida que caminha o filme, é que o controle do relógio não está em nossas mãos. E que não há como perder algo que nunca tivemos.

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