Desde que me entendo por gente escuto do meu pai que só precisamos nascer para envelhecer. Acredito que pouca gente pensa nisto, principalmente os que se acham jovens. Para muitos o pensamento chega a ser mórbido. Para mim, filha de geriatra, nunca foi. Sempre trouxe uma sensação de urgência e importância para tudo que eu fazia, como se o cronômetro tivesse sido disparado na maternidade. Se pensarmos bem, ele sempre é...
No filme "Elegy" ("Fatal" em português) o tempo é avassalador. Não pede desculpas por ser inevitável. E não deveria. Tolos somos nós que não entendemos e/ou enxergamos sua constância, que ainda nos ocupamos com pequenas mediocridades que nos levam preciosos momentos. O professor Kepesh, tão seguro de seu 'eterno' vigor sexual, ignora a importância de qualquer envolvimento emocional, o considerando uma perda de tempo.
O que fica claro para o professor, a medida que caminha o filme, é que o controle do relógio não está em nossas mãos. E que não há como perder algo que nunca tivemos.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Inevitabilidade do tempo
Postado por
Cristiana Rodrigues
às
10:23
Marcadores: constância, envelhecer, pai, tempo, urgência
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