Toda vez que decidimos um destino de férias e as pessoas o qualificam como 'exótico' recebemos quase que na sequência a seguinte pergunta: "Mas vocês não têm medo?". E penso sempre "Medo de que?", buscando uma maneira delicada de dizer que não (afinal para muitos o Rio é tão exótico e perigoso quanto qualquer viagem que fizemos).
Desde o nascimento do Pedro tenho sentido medo, confesso. Um medo de fazer as coisas erradas, de errar a mão no mimo, de errar a quantidade de choro antes de pegar, de limpar demais o bumbum a ponto de assar, de limpar de menos o bumbum a ponto de assar, de deixar em casa demais, de sair de casa demais, de perder o controle e chorar com ele, de não perder o controle e deixá-lo chorar demais... A lista de dúvidas, erros e acertos possíveis, opiniões, linhas de pensamento é infinita.
Hoje chorei. Não de medo, mas de alegria. Olhando essa coisinha mais fofa e perfeita que saiu de mim e dormia no meu colo. E só coloquei no berço - independentemente do que dizem os livros - quando as lágrimas que corriam pudessem incomodá-lo.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
A alegria não está nos livros
Postado por
Cristiana Rodrigues
às
16:41
Marcadores: experiência, humano, maternidade, mãe, perfeição
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3 participações:
Bem vinda à maternidade, amiga!
Que lindo este seu post!
Eu acho impressionante, como podemos ser pessoas sensatas e normais para tudo, menos para os assuntos da maternidade... =)
Já dizia meu amigo:
Mãe é uma mulher que ficou louca =)
Mas como não enlouquecer diante de tamanha perfeição? Somos muito abençoadas!
Um bj querida. Cheia de saudades
Amiga isso é ser mãe :)
Achei lindo o post.
Bjks,
Ju
Amiga, é lindo esse seu post.
A maternidade expõe todas as nossas forças e fragilidades, e mostra que somos apenas seres humanos sujeitas a erros e acertos.
Só o que não podemos é nos cobrar por aquilo que não somos ou que achamos que deveríamos ser.
Beijo grande,
Rô
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