Ontem, Pedro acordou às 5. Ainda tentei deixar no berço para ver se voltava a dormir, mas às 5h20 esboçou choro de fome. Levantei 'pronto' e dei mamada. De volta pro berço ele, de volta pra cama eu, na esperança de um sono até 8 e pouco, horário da próxima mamada. Às 6h45 ele começou a 'festa' da manhã. Para quem não tem filhos é a hora que pelo menos o meu acorda de verdade e fica brincando no berço. Deixei até 7h20, sem mais conseguir dormir, mas ainda deitada, ouvindo pela babá eletrônica. Cheguei no quarto e aquele sorrisão me recebeu (esqueci que ainda tinha sono, muito sono). Repassei mentalmente as opções: antecipar a mamada para 7h30, brincar em casa até 8h30 mantendo o intervalo de 3 horas entre uma mamada e outra, sair para o passeio (meu exercício diário empurrando os quilos dele e do carrinho porque ainda tem isso de ficar magra e gostosa), voltando 8h30. Lembrei da visita às 14h e pelos cálculos era melhor manter a mamada de 8h30, assim quando a visita chegasse Pedro estaria acordado. Ufa. Deitei o bebê na cama enquanto me trocava e escovava os dentes. Peguei no colo em uma mão com a outra peguei paninho, bichinho de brinquedo e subi as escadas. Desocupei uma das mãos, tomei minha vitamina. Encaixei Pedro no carrinho, peguei bolsa de fraldas/eventualidades, parti. Ufa 2. Na descida no elevador pensei no marido que chegava de viagem e na falta de comida na casa. Calculei quanto tempo levaria de casa ao supermercado e quais seriam os itens mais importantes (para o marido, não para mim!) e se caberiam no carrinho. Ponderei. Sim, se corresse, conseguiria ir até o supermercado e voltar a tempo de alimentar o Pedro. Vencidas as péssimas calçadas, os carros estacionados sobre elas, cheguei ao mercado, me lembrando somente ali do quão estreito eram seus corredores. Olhei o relógio, já corria 8h10 na tela. Parti em disparada para casa. Abro a porta 8h29. Ufa 3. Coloco na geladeira os itens frios, engulo uma banana para não desmaiar com meu filho no colo, pego uma garrafa de água, arranco a blusa e o sutiã e bum!, filho alimentado, fralda trocada. Ainda não eram 9 horas.
Hoje cedo, caminhando na Lagoa, vi uma amiga mãe que também caminhava, com uma mão empurrava o carrinho, com a outra falava ao celular resolvendo um problema da casa. Na semana anterior no Jardim Botânico outra amiga empurrava o carrinho com uma mão, guardava alguma coisa na mochilinha com a outra e com uma 'terceira' carregava a filha que fazia um pouco de manha.
Sinto falta de que uma das minhas várias novas mãos segure uma taça de vinho. Por hora me contento por não deixar cair nenhum dos pratinhos. Com a categoria de alguém treinada no Cirque du Soleil.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Chinesinha dos pratinhos
Postado por
Cristiana Rodrigues
às
18:10
Marcadores: experiência, maternidade, mulheres, mágica
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 participações:
Postar um comentário