Lembro do telefone tocar pela manhã e minha mãe atender. Ao desligar dizer, "Fulana não vem mais, estamos sem empregada". Nada de pânico, ela só completava "É por isso que não podemos nos apegar ou depender delas", já de posse da vassoura e dos produtos de limpeza para arrumar a casa. Ah sim, porque lá em casa, mesmo sem empregada, o mundo não parava, a casa não ficava desarrumada, as camas eram feitas, somente a comida (marmitinhas) era comprada fora.
Nesse retorno ao trabalho, pós licença maternidade, me deparo com situações que pedem literalmente uma mulher maravilha. Outro dia, na volta pra casa só pensava nas compras de supermercado, no bebê que dormia, na bolsa de fraldas, na minha bolsa, na bomba de tirar leite, todas as coisas que de alguma maneira precisariam sair do carro e subir oito andares até o apartamento. Hoje pela manhã refiz o caminho inverso carregando além da bolsa de fraldas, da minha bolsa e do bebê um mega cobertor que precisava ser levado pra lavanderia.
Uma amiga, também mãe, no trabalho revelou que o marido reclama quando falta queijo ralado, quando falta um palmito específico que ele gosta de comer, uma comida tal e tal. Pera aí, pára tudo! Um palmito específico? Pára tudo de novo que eu vou descer agora! Quando foi que achamos que daríamos conta de tudo? Tudo bem que umas mulheres queimaram sutiãs no passado, resolveram que usar terninho pra trabalhar era bacana, quiseram ganhar (ilusão até hoje) o mesmo que os homens; mas a pergunta continua no ar: quando é que achamos que daríamos conta de tudo? Ou ainda: quando é que achamos que os homens dariam conta das outras coisas que já fazíamos antes de tanta independência?
Ontem à noite, quando tirei minha fantasia de mulher maravilha, antes de dormir, senti grande responsabilidade como mãe de menino. E decidi criar um super homem.
domingo, 28 de junho de 2009
Criando super homens
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3 participações:
Ai se eu pegasse essa fulaninha que queimou o sutiã...
E viva o Pedro super-homem!! Quem sabe a geração da Luísa não vai ter mais sorte!!!
Cris,
pois se depender de mim, eu faço do seu post um manifesto!
Vamos dividir táticas de educação e dificuldades e fazer uma grande rede de mulheres dispostas a criar super-homens?!
Saudades demais,
Ceci
No que depender de mim to DENTRO!!!
Quem sabe o Lucas tb não vira um super-homem.. e ajuda a geração da Luísa a viver em um mundo melhor ;-)
bjs
mimi
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