Vejo um guarda-chuva no chão, parado, rente, como se quem o levasse nas mãos tivesse sido engolido pela terra e ali ainda estivesse, a segurá-lo. O limpador de vidro faz vai, vem, vai, vem, em um quase infinito estompido surdo que não abafa a chuva que cai, copiosamente, no Rio. Ao celular ouço mas não escuto mais. Na cabeça apenas a minha favorita dos Beatles, ecoando emblemáticas frases, de onde está aquela pessoa que você antes conhecia, pra onde foi. Chove copiosamente no Rio e eu já não escuto mais minha própria voz, emudeço. O céu desaba lá fora e minhas lágrimas não. Ameaçam mas não têm forças.
Tivesse não sido empolgada com algo que nunca fui e não teria escutado o que escutei na época daquelas discussões infindáveis de faculdade sobre a festa de formatura. Algo que marcou vindo de quem veio, que mostrou uma inveja oculta que nunca havia percebido. Ingenuidade, talvez. Mais: seguramente acredito que simplesmente não conhecemos todas as facetas de alguém. Quizá nunca conheceremos.
O limpador de vidro faz vai, vem, vai, vem. Chove copiosamente no Rio. E eu, estou seca por dentro. E só queria sumir. E ser aquela pessoa embaixo daquele guarda-chuva.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
A canção dos Beatles
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1 participações:
ela voltou! ela voltou!
\o/
rs rs rs
pf n fique mais tanto tempo sem escrever no blog p n chover tanto da próxima vez q vc escrever... :)
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