Demorei dois anos e meio pra ter coragem de me interessar de novo pela bicicleta. Ela ficava ali na garagem encostada, sujinha e triste. Para o presente do dia dos pais resolvi que faria uma super revisão e colocaria a melhor cadeirinha pra levar o herdeiro. E assim fiz. Na maior empolgação. Principalmente porque agora tinha tempo pra tal e mais, teria flexibilidade pra usar a magrela pelas ruas do Rio.
Então hoje, depois de uma hora e meia de praia, de conversa agradável, esfiha, mate, cachoro quente genial, foto tirada da praia que estava gloriosa descobri que tinham levado a bike, assim, levado. O que não tinham conseguido em 2008 foi embora agora.
E ali, olhando a grade vazia onde ela estava parada e travada fui forçada a praticar um desapego imediato. Não do bem material, este mais óbvio de repor. Mas sim, dos planos que havia feito com ela, das risadas que imaginei meu filho dando ao sentar naquela cadeirinha de capacete, do vento na cara que havia sentido ao pedalar nas minhas havaianas até ali, da idéia de que esta cidade linda tem chance de melhorar.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Os planos da bicicleta
Postado por
Cristiana Rodrigues
às
17:45
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2 participações:
Vi tudo isso no seu rosto, Cris. Exatamente. Um silêncio, um olhar perdido. Mas a gente não pode perder a esperança. Um beijo, Su
Ai, Cris, que triste... Eu já estava toda empolgada com seus planos de andar de bike pela cidade maravilhosa com o Pedro... É um choque de realidade muito forte. A gente não pode nem mais sonhar???
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